Ampliação e Remodelação da Adega da Cooperativa de Viticultores e Olivicultores de Freixo de Numão, CRL
Memória descritiva da autoria do Arq. Luís Brito
I. IntroduçãoDiz respeito a presente Memória Descritiva ao Projecto de Execução de Obras de Edificação, relativas à ampliação e remodelação interior da área administrativa do edifício da Adega que a Cooperativa de Viticultores e Olivicultores de Freixo de Numão pretende realizar, na Avenida da Adega, localizado na Freguesia de Freixo de Numão, Concelho de Vila Nova de Foz Côa.
Trata-se de um lote, de 6.454,50 m2 de área, bastante amplo e salubre, e envolve a remodelação da construção existente destinada a escritório e a sala de assembleia, cuja área é de cerca de 200,00 m2, a ampliação com a edificação de um novo corpo, por cima, com a mesma área, num edifício com uma construção total de 1450,00 m2, onde se efectuam as operações de vinificação, conservação, destilação e venda de vinhos, azeite e seus derivados.
O objectivo principal é a criação de um espaço condigno destinado a “stand de vendas” para a comercialização dos produtos anteriormente indicados, produtos esses que contribuem para a promoção e valorização da região, quer no que respeita à capacidade industrial e agrícola, quer no que se refere ao turismo.
2. Caracterização
No seu conjunto as edificações resultam de sucessivas adições ao edifício principal, nem sempre pensadas como um todo, o que em termos plásticos se torna pouco harmonioso. A sua enorme massa dificulta ainda mais uma leitura clara da linguagem arquitectónica utilizada, fazendo ressaltar os pormenores – como a caixa de entrada para o escritório – dando-lhes uma importância que não possuem.
O corpo administrativo (que se encontra em primeiro plano na foto) anexo ao edifício principal, compõe-se de duas salas: uma onde se instalam os serviços administrativos e escritório, e a outra a sala de reuniões e assembleia dos cooperantes, esta maior que a anterior.
Não existe pois um espaço vocacionado ou sequer com as condições mínimas para a promoção e venda dos produtos, sendo esta tarefa desempenhada de forma precária e aquém do desejável.
No entanto, o edifício goza de uma localização privilegiada no aglomerado populacional e uma exposição solar que lhe conferem características únicas que devem ser aproveitadas.
3 . Princípios e organização funcional
Os princípios de intervenção procuram apaziguar o existente de forma simples e clara.
Opta-se pela implantação de um corpo metálico que “cose” ao edifício existente com grandes panos de vidro, sendo ambos os materiais perfeitamente neutros e desmassificadores de um conjunto monolítico que é a Adega.
Assim, na parede nascente abre-se a nova entrada, protegida por uma pala e parede forradas a xisto negro local e que penetra pelo espaço dentro. Esse espaço é a recepção, local onde se expõe os produtos, onde se recebe as visitas, onde se mostra as potencialidades da região, ponto de encontro dos cooperantes nos momentos mais determinantes da vida da Cooperativa.
Ao fundo deste mostruário encontramos o balcão de atendimento, posto de vendas mas também de resolução dos problemas diários. Aqui manteve-se a anterior porta da sala de reunião, mas agora como saída de emergência, ou saída alternativa em caso de maior afluência de público.
Por detrás de uma parede de vidro, a separar o atendimento, fica o espaço destinado ao escritório, sala de trabalho administrativo, um gabinete para reuniões, instalações sanitárias para ambos os sexos e uma copa para pequenas pausas de café.
Por fim, a Destilaria, há algum tempo desactivada, onde se pretende implementar um espaço museológico, documentando as actividades ligadas à transformação da uva e da azeitona, bem como o historial da Cooperativa.
O acesso ao novo corpo situado no primeiro piso faz-se por uma escada à qual se chega por 3 circulações: directamente do exterior, vindo da recepção e através do espaço da adega.
Chega-se assim a uma antecâmara que distribui para duas novas salas, a da direcção da Cooperativa e a sala de reunião e assembleia-geral, anteriormente situada no rés-do-chão, com a capacidade para 120 lugares sentados. Também neste piso se encontram sanitários para ambos os sexos com o objectivo de melhorar as condições de habitabilidade e de conforto do edifício.
Em resumo, o conjunto dos espaços do corpo intervencionado, organizam-se em 2 pisos – rés-do-chão e 1º andar - sendo a sua distribuição por piso a seguinte:
- Rés-do-chão - Recepção e venda, atendimento, escritório, gabinete, sanitários e copa;
- 1º Andar - Antecâmara, sala da Direcção, sala de reunião e sanitários.
4. Materiais e sistemas construtivos
Sob o ponto de vista construtivo, o edifício não contem sistemas construtivos complexos. Para além dos sistemas existentes de parede de perpianho de alvenaria de granito e de betão armado, propõe-se a implementação de um sistema reticulado de pilar e viga de aço para a nova ampliação, que permitirá espessuras de laje mais esbeltas, uma menor sobrecarga e esforços nas paredes existentes e uma reversibilidade completa da solução.
Também os paramentos exteriores para além das paredes existentes a manter, terão o sistema de chapa termolacada, que apresenta desde alguns anos bons índices de conforto, para além das potencialidades estéticas associadas à conjugação deste material com o granito ou pedra da zona e o aço, quer pelas cores, quer pela textura, etc., com o objectivo claro de conciliar tanto quanto possível a melhor relação entre estes, e ainda os níveis de humidade, de conforto, de comportamento ao longo do tempo.
As paredes interiores serão em alvenaria de tijolo vazado ou no sistema autoportante de perfis de chapa galvanizada e placas de gesso cartonado, com isolamento térmico/acústico, rebocadas com acabamento estanhado para pintar ou revestidas a mármore ou granito.
Os pavimentos interiores serão em reguado de madeira nas zonas de trabalho, à excepção dos Sanitários, da Entrada e das zonas de serviço, que serão em mármore, granito ou mosaico porcelânico.
Os tectos serão construídos em gesso cartonado ou em madeira sobre o novo sistema de vigamentos em aço, complementado por vigas intermédias de madeira.
As caixilharias exteriores, possuirão vidro duplo e serão em alumínio à cor natural ou em ferro esmaltado.
5. Segurança contra incêndio
Pretende-se com esta proposta assegurar tanto quanto possível a protecção necessária contra o risco de propagação de fogo em caso de incêndio, aplicando-se o disposto no Decreto-Lei 410/98, de 23 de Dezembro e restante legislação em vigor.
Como medida adicional prevê-se a instalação de extintores no acesso e circulações e uma abertura na cobertura para desenfumagem do acesso vertical com uma área superior a 1 m2.
Prevê-se ainda a instalação de escada de emergência do piso 1 para o exterior, cuja localização pretende assegurar a melhor resposta a uma situação de acidente.
6. Ventilação
Pretende-se com esta proposta assegurar tanto quanto possível a protecção necessária contra o risco de propagação de fogo em caso de incêndio, aplicando-se o disposto no Decreto-Lei 410/98, de 23 de Dezembro e restante legislação em vigor.
Como medida adicional prevê-se a instalação de extintores no acesso e circulações e uma abertura na cobertura para desenfumagem do acesso vertical com uma área superior a 1 m2.
Prevê-se ainda a instalação de escada de emergência do piso 1 para o exterior, cuja localização pretende assegurar a melhor resposta a uma situação de acidente.




